Valderci Malagosini Machado explica que trabalhar em regiões de mananciais exige um nível elevado de responsabilidade técnica, planejamento rigoroso e uso de sistemas construtivos capazes de minimizar impactos ambientais. Essas áreas, fundamentais para o abastecimento hídrico das cidades, apresentam solos sensíveis, restrições legais e uma dinâmica geotécnica que impõe limites severos às intervenções urbanas.
Desafios ambientais e geotécnicos em áreas protegidas
Regiões de mananciais costumam apresentar solos com baixa resistência, alta saturação e risco de erosão. A intervenção inadequada pode comprometer a estabilidade dos taludes, causar assoreamento de cursos d’água e afetar diretamente a qualidade do abastecimento. Por isso, obras nessas zonas devem seguir critérios de engenharia que garantam segurança, preservação e compatibilidade com a legislação ambiental.
Segundo Valderci Malagosini Machado, qualquer solução construtiva precisa considerar a sensibilidade do terreno, a capacidade de suporte do solo e a necessidade de preservar o fluxo natural das águas superficiais e subterrâneas.

Soluções industrializadas que reduzem o impacto no solo
A construção industrializada ganha importância nessas regiões porque permite intervenções mais limpas, rápidas e previsíveis. Painéis treliçados, painéis nervurados treliçados e sistemas de contenção pré-fabricados são aplicados com o mínimo de escavação, reduzindo a movimentação de terra e a exposição das encostas.
Entre os principais benefícios desse tipo de solução destacam-se:
- Menor alteração da topografia original
- Redução de riscos de erosão
- Menor circulação de equipamentos pesados
- Precisão dimensional que evita retrabalhos
A experiência de Valderci Malagosini Machado na elaboração de obras em áreas integralmente inseridas em mananciais demonstra que sistemas racionalizados são mais seguros e ambientalmente adequados.
Contenções eficientes para estabilização de encostas
A estabilização de taludes é uma das etapas mais críticas em regiões protegidas. Os sistemas treliçados industrializados permitem reforçar encostas com grande eficiência, garantindo estabilidade sem grandes movimentações de solo. Esses elementos funcionam como estruturas de contenção de alto desempenho, capazes de resistir aos esforços horizontais e controlar o comportamento do terreno ao longo do tempo.
Essa metodologia reduz drasticamente a possibilidade de escorregamentos, subsidências e danos ambientais, aspectos fundamentais para cumprir exigências legais e garantir a segurança das obras.
Integração entre drenagem, engenharia estrutural e preservação ambiental
Drenagem é, muitas vezes, o fator mais decisivo em obras de mananciais. A água superficial precisa ser conduzida de forma controlada, evitando infiltrações excessivas que comprometam tanto o solo quanto as estruturas. Sistemas treliçados são facilmente combinados com camadas drenantes, geocompostos e canaletas projetadas para reduzir fluxos erosivos.
De acordo com Valderci Malagosini Machado, a integração entre engenharia estrutural, geotecnia e drenagem é o que possibilita construir sem degradar, permitindo obras mais seguras e alinhadas aos princípios ambientais.
Caminho para uma ocupação mais responsável
A urbanização de regiões de mananciais deve seguir um modelo técnico que priorize a preservação, a estabilidade do terreno e o uso inteligente dos artefatos de concreto industrializados. A combinação entre controle tecnológico, processos racionalizados e soluções de baixo impacto transforma obras antes arriscadas em intervenções seguras e sustentáveis.
A trajetória de Valderci Malagosini Machado reforça que, quando a engenharia trabalha em sintonia com o meio ambiente, é possível atender às demandas da população sem comprometer recursos essenciais para o futuro das cidades.
Autor: Samuels Baravks
