ESG na escola: Conheça indicadores simples para começar

Samuels Baravks
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Sérgio Bento De Araújo mostra como o ESG pode entrar na escola com indicadores simples que facilitam o início de práticas sustentáveis.

De acordo com o especialista em educação Sergio Bento de Araujo, o caminho mais inteligente é iniciar com poucos indicadores, fáceis de coletar, comparáveis no tempo e úteis para decisões pedagógicas e administrativas. ESG na escola deixou de ser tendência abstrata e passou a medir escolhas que afetam aprendizagem, orçamento e reputação. Prossiga a leitura e descubra métricas objetivas para que a comunidade escolar enxergue resultados reais sem depender de estruturas complexas.

ESG na escola: por que indicadores importam?

Indicadores transformam convicções em evidências. Quando a escola registra consumo de recursos, clima de convivência, transparência de dados e impactos do entorno, surgem sinais que orientam ajustes. Como pontua o empresário Sergio Bento de Araujo, são essenciais três critérios para qualquer métrica: relevância para a missão educativa, simplicidade de coleta e capacidade de demonstrar evolução. Com esse filtro, a equipe evita números decorativos e concentra energia no que melhora a experiência do estudante.

Ambiental: Consumo, resíduos e qualidade dos espaços

Ambiental não é apenas reciclar papel. Métricas úteis incluem kWh por aluno, litros de água por aluno, taxa de reciclagem por material e volume de rejeito. Outra medida valiosa é a presença de materiais acessíveis e seguros nos ambientes: ventilação adequada, iluminação eficiente e conforto térmico. 

Como sugere o especialista Sergio Bento de Araujo, observar também ruído em sala, pois influência direta na atenção e no bem-estar. Quando o painel ambiental fica visível, a comunidade compreende custos, reconhece avanços e apoia investimentos que reduzem desperdício.

Social: Participação, segurança e equidade no acesso

O eixo social ganha clareza com métricas que capturam pertencimento e acesso. Taxa de participação em atividades escolares, presença às reuniões com famílias, adesão a programas de apoio, registros de mediação de conflitos e percepção de segurança formam um retrato consistente. 

Indicadores de acessibilidade digital (contraste de materiais, legendas em vídeos, compatibilidade com leitores de tela) mostram se todos conseguem participar. Esse conjunto revela se a escola promove oportunidades reais ou apenas declara intenções.

Governança: Dados, privacidade e transparência

Governança sólida protege pessoas e fortalece confiança. Métricas essenciais incluem cumprimento de políticas de privacidade, controle de acessos a sistemas, tempo de resposta a solicitações de titulares e revisão periódica de contratos com fornecedores de tecnologia. 

Na visão de Sérgio Bento De Araújo, aplicar ESG na escola começa com indicadores acessíveis que impulsionam responsabilidade e consciência coletiva.
Na visão de Sérgio Bento De Araújo, aplicar ESG na escola começa com indicadores acessíveis que impulsionam responsabilidade e consciência coletiva.

Publicar notas explicativas sobre por que a escola coleta dados, por quanto tempo mantém registros e quem pode acessá-los cria um padrão de transparência. Como destaca o empresário Sergio Bento de Araujo, clareza jurídica reduz riscos e evita improvisos que prejudicam a rotina.

ESG na escola com foco na aprendizagem

ESG serve à aprendizagem quando conecta recursos a resultados pedagógicos. Correlações simples ajudam a enxergar valor: redução de ruído e aumento de tempo de foco, melhoria de conforto térmico e engajamento, reforço de acessibilidade e participação de estudantes com diferentes perfis. 

Para o especialista em educação Sergio Bento de Araujo, registrar evidências do trabalho acadêmico que emergem de projetos ambientais e sociais: relatórios técnicos, infográficos, podcasts, intervenções no território. Essas produções mostram domínio conceitual e cidadania ativa.

Como escolher poucas métricas que valem muito?

O excesso de números confunde. A escola pode adotar um “cesto essencial” com dois a quatro indicadores por eixo, desde que sejam comparáveis bimestre a bimestre e dialoguem com o orçamento. O importante é manter definições estáveis: o que entra no cálculo, quais fontes serão consolidadas e como tratar variações sazonais. Com regras claras, qualquer membro da comunidade entende o painel e participa das discussões.

Quais são os riscos comuns? 

Quatro armadilhas aparecem com frequência: métricas difíceis de coletar, indicadores que não mudam decisão, comparações injustas entre turmas, e divulgação sem contexto. A escola previne esses erros definindo limites, explicando hipóteses e evitando rankings que humilham. A meta é melhorar processos, não expor pessoas. O critério final: se a métrica não ajuda a cuidar melhor de estudantes e profissionais, ela não merece espaço no painel.

Começar simples, medir bem, comunicar claro

ESG na escola ganha corpo quando poucos indicadores revelam onde estão desperdícios, iniquidades e oportunidades. Medidas ambientais, sociais e de governança, apresentadas com transparência e foco pedagógico, constroem confiança e guiam escolhas responsáveis. Com esse norte, a comunidade escolar transforma boas intenções em resultados verificáveis e sustenta um ambiente de aprendizagem mais saudável, justo e eficiente.

Autor: Samuels Baravks

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