Governança tributária em contratos de concessão de infraestrutura: contribuições de Leonardo Manzan

Samuels Baravks
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Leonardo Manzan apresenta soluções para aprimorar a governança tributária em concessões de infraestrutura.

O tributarista Leonardo Manzan expõe que os contratos de concessão de infraestrutura representam instrumentos fundamentais para o desenvolvimento econômico do Brasil, em áreas como rodovias, portos, saneamento e energia. Com a participação crescente da iniciativa privada, a previsibilidade fiscal se torna determinante para garantir a viabilidade desses projetos de longo prazo. A reforma tributária, ao substituir tributos fragmentados pelo IBS e pela CBS, exige atenção redobrada das empresas para adequar suas estratégias de governança tributária.

Contratos de concessão e compliance fiscal segundo Leonardo Manzan

Leonardo Manzan explica que a governança tributária em contratos de concessão deve ser estruturada desde a fase inicial da licitação. O correto mapeamento de riscos fiscais e a definição clara de responsabilidades entre concessionária e poder concedente evitam litígios futuros e aumentam a segurança dos investimentos. Essa prática é essencial, já que a complexidade das operações de infraestrutura envolve múltiplos tributos e obrigações acessórias.

O papel da governança tributária na segurança jurídica dos contratos é explicado por Leonardo Manzan.
O papel da governança tributária na segurança jurídica dos contratos é explicado por Leonardo Manzan.

Ele menciona que a introdução do IBS e da CBS trará mudanças relevantes, sobretudo quanto à apuração de créditos tributários. Concessionárias que realizam investimentos vultosos em obras de infraestrutura precisarão comprovar de forma detalhada a essencialidade de insumos e serviços, sob pena de sofrer glosas. Isso reforça a importância de contratos bem estruturados e de mecanismos preventivos de compliance.

Desafios tributários nos contratos de concessão

Um dos principais desafios é a definição da base de cálculo para tributos incidentes sobre receitas tarifárias. Como muitos contratos preveem reequilíbrios econômicos diante de alterações tributárias, a falta de clareza normativa pode gerar disputas judiciais entre concessionárias e entes públicos. Além disso, a possibilidade de perda de incentivos regionais na transição para o novo modelo pode afetar a viabilidade de projetos em áreas menos desenvolvidas.

@leonardosiademanzan

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Leonardo Manzan acrescenta que outro ponto de atenção é a tributação sobre receitas acessórias, como exploração de espaços comerciais em rodovias ou prestação de serviços adicionais em aeroportos. A ausência de regulamentação específica pode levar a interpretações divergentes por parte do fisco, aumentando a litigiosidade e os custos operacionais.

Estratégias jurídicas para fortalecer a governança tributária

Segundo Leonardo Manzan, empresas que participam de concessões devem adotar políticas de governança fiscal baseadas em auditorias internas contínuas, pareceres técnicos e uso de sistemas digitais de controle. A rastreabilidade das receitas e despesas permite maior transparência e fortalece a posição da concessionária diante de questionamentos fiscais.

Percebe-se também que a inclusão de cláusulas de arbitragem e de repartição clara de riscos tributários nos contratos é medida recomendável. Essa prática garante maior celeridade na resolução de conflitos e reduz custos decorrentes de processos judiciais prolongados. Além disso, a adoção de relatórios periódicos de conformidade tributária fortalece a relação com órgãos reguladores e investidores.

Caminhos para maior competitividade no setor de infraestrutura

Leonardo Manzan reforça que a governança tributária eficiente é condição essencial para ampliar a atratividade do setor de infraestrutura no Brasil. A simplificação trazida pela reforma pode reduzir burocracia e aumentar a segurança jurídica, desde que acompanhada de regulamentação clara e estável. A previsibilidade tributária permitirá maior participação de investidores estrangeiros e facilitará o acesso a financiamentos de longo prazo.

O alinhamento às práticas internacionais também é decisivo. Experiências de países como Espanha e Canadá mostram que contratos de concessão bem estruturados, com regras fiscais transparentes, aumentam a competitividade e garantem sustentabilidade aos projetos. O Brasil, ao seguir essa direção, poderá transformar seu ambiente de negócios, impulsionando a modernização da infraestrutura nacional e ampliando a eficiência econômica.

Em síntese, os contratos de concessão exigem atenção cuidadosa à governança tributária. Empresas que se prepararem com antecedência, estruturando estratégias jurídicas consistentes e fortalecendo o compliance, estarão mais bem posicionadas para aproveitar as oportunidades criadas pela reforma tributária e contribuir para o desenvolvimento sustentável do país.

Autor: Samuels Baravks

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